Donald Trump afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso nos Estados Unidos caso visite o país para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em setembro. A declaração surge após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, informar que sua gestão avalia a base legal para uma possível detenção do líder israelense.
A discussão sobre a detenção de Netanyahu decorre do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em 21 de novembro de 2024. A Corte investiga o líder israelense por suspeita de crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza. Trump escreveu em publicação que “Benjamin Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América”.
O prefeito Mamdani, em entrevista a veículos de comunicação, disse que considera que Netanyahu “deveria estar em Haia”, sede do TPI. Ele declarou que consultaria o Departamento Jurídico de Nova York para verificar a autoridade de ordenar que o NYPD cumpra o mandado, ressaltando que respeitará a legislação vigente.
Os Estados Unidos não integram o Estatuto de Roma, tratado que instituiu o TPI, e, por isso, não possuem obrigação de executar as ordens da Corte. O governo israelense classificou o mandado do TPI como “falso” e contestou a jurisdição do tribunal sobre autoridades israelenses.

