Donald Trump confirmou nesta segunda-feira (6) que solicitou ao presidente da FIFA a revisão de um cartão vermelho aplicado a um jogador americano. A expulsão ocorreu durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina, quando o atleta pisou no tornozelo do adversário, segundo relatos.
O pedido de revisão foi feito por Trump ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, no dia seguinte à expulsão. O presidente americano afirmou que não se responsabiliza pela decisão final, dizendo que um comitê tomou a deliberação. Ele declarou: “Não acredito que ele (Infantino) tenha tomado a decisão. Acho que foi uma comissão que tomou a decisão. E eles tomaram a decisão certa, porque, em primeiro lugar, não foi falta”.
A FIFA informou que a revogação da penalidade foi decidida por um comitê disciplinar composto por dezoito integrantes. Inicialmente, o jogador estava suspenso automaticamente para o jogo seguinte. O comitê, contudo, optou por trocar a punição por um período de avaliação de um ano.
Durante a entrevista, Trump criticou a atuação do árbitro brasileiro, classificando a performance como “suspeita”. A Confederação Brasileira de Futebol defendeu o profissional, afirmando que ele “é reconhecido mundialmente como um dos melhores em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”.
O caso gerou questionamentos internacionais. A União Europeia, por meio da UEFA, afirmou que a FIFA cruzou uma linha vermelha e considerou a decisão injustificável. A FIFA, por sua vez, manifestou que o comitê de disciplina é independente e que o regulamento permite o período probatório.

