O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, refutando alegações feitas por um senador durante reunião com embaixadores em Brasília. A Corte encaminhou uma publicação de 2020 para esclarecer a relação da empresa com o sistema eleitoral nacional.
O TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação dos aparelhos. Segundo o texto divulgado pela Corte, a atuação da empresa se limitou ao treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional às urnas brasileiras.
As declarações foram feitas pelo senador em um encontro com representantes diplomáticos de diversos países, onde ele mencionou suspeitas de fraude envolvendo urnas da Smartmatic, empresa de origem venezuelana. O parlamentar disse que não questionava o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu maior participação de observadores internacionais no processo.
A Justiça Eleitoral tem esclarecido que as urnas são desenvolvidas no país. O episódio lembra um caso anterior, em 2022, quando o ex-presidente promoveu reunião com embaixadores e foi condenado à inelegibilidade por divulgar informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação.


