O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um levantamento que aponta quatro empresas responsáveis pela fabricação das urnas eletrônicas brasileiras nos últimos 30 anos. Desde 1996, foram produzidos 1.487.115 equipamentos, todos baseados em projeto desenvolvido pela Justiça Eleitoral.
O funcionamento das urnas eletrônicas voltou ao debate político após um senador citar dados inverídicos sobre os equipamentos em reunião com diplomatas. A Federação Brasil da Esperança apresentou representação ao TSE, acusando o parlamentar de divulgar desinformação sobre o sistema.
Segundo o TSE, o equipamento não é um produto de mercado; seu projeto pertence integralmente à Justiça Eleitoral, que define as especificações técnicas e de segurança. Atualmente, a Positivo Tecnologia fabrica os modelos UE2020 e UE2022. Anteriormente, a Unisys Brasil produziu a primeira urna em 1996, e a Diebold/Diebold Procomp fabricou oito gerações entre 2004 e 2015.
O TSE esclareceu que a troca de fabricantes ocorre por licitações públicas. A empresa vencedora segue um edital com mais de 500 páginas de requisitos. Além disso, a Justiça Eleitoral acompanha toda a fabricação e testes, mantendo a arquitetura de segurança desenvolvida no país desde 1996.


