O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planeja adotar um modelo preventivo contra abusos nas eleições de 2026, focado no combate a redes de comportamento inautêntico e conteúdos gerados por inteligência artificial. O ministro Kassio Nunes Marques anunciou a iniciativa durante reunião com representantes de grandes plataformas digitais.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral buscará um modelo de atuação preventiva. Segundo ele, a cooperação com as plataformas não implica confundir papéis ou eliminar divergências, mas sim reunir competências para enfrentar riscos que nenhuma parte conseguiria resolver sozinha. O objetivo é criar uma governança do pleito que promova a antecipação de riscos e fortaleça a confiança da sociedade no ambiente digital.
Nunes Marques argumentou que conteúdos falsos podem circular rapidamente, exigindo uma resposta institucional analítica e tempestiva. Para isso, foram assinados cinco memorandos de entendimento com Kwai, Telegram, Meta, TikTok e LinkedIn, além de termos de adesão com ElevenLabs, Open AI e Anthropic. O ministro buscou rebater críticas sobre censura, declarando que os esforços não visam uniformizar o debate político, mas sim assegurar acesso a informações eleitorais confiáveis.
O ministro classificou as eleições de 2026 como as primeiras após a popularização da inteligência artificial generativa, apontando a tecnologia como um desafio central. Ele disse que o enfrentamento desse desafio depende do estabelecimento de canais ágeis de comunicação, capacitação de equipes e intercâmbio contínuo de conhecimentos.

