O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou os mecanismos de segurança que protegem o sistema de votação brasileiro, em resposta a questionamentos recentes sobre as urnas eletrônicas. A Corte detalhou que o sistema, em uso desde 1996, passa por auditorias rigorosas antes, durante e após as eleições.
O TSE destacou que o sistema eletrônico, que completa 30 anos em 2026, é submetido a procedimentos regulamentados que permitem acompanhamento de partidos políticos, Ministério Público e Polícia Federal. Um dos instrumentos de transparência é a abertura do código-fonte, que está disponível para inspeção de instituições autorizadas desde outubro de 2025.
Além da análise de programas, o tribunal realiza o Teste Público de Segurança. Em etapa de confirmação, concluída em maio deste ano, o TSE informou que nenhuma verificação apontou falhas capazes de comprometer o sigilo do voto ou alterar o resultado. Procedimentos como a assinatura digital e lacração dos sistemas, feitos com lacres da Casa da Moeda, também são citados.
Durante o dia da eleição, o TSE promove testes públicos, como o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. Mecanismos de conferência incluem a emissão da zerésima, o Registro Digital do Voto (RDV) e o Boletim de Urna (BU), que permite aos interessados comparar os dados da seção com os resultados oficiais.

