A Turquia ganhou relevância estratégica na OTAN, apesar de seu histórico de atritos com aliados, devido a novos cenários de segurança global. A cúpula, realizada em Ancara, ocorre em meio a tensões internacionais e ao retorno de Donald Trump à Casa Branca.
Anteriormente, a Turquia era vista como um elemento de atrito na aliança militar ocidental. O país atrasou processos de adesão de novos membros e manteve relações próximas com a Rússia, recusando-se a aplicar sanções sobre a guerra na Ucrânia. Contudo, analistas apontam que os conflitos na Ucrânia e no Irã, somados ao retorno de Donald Trump, alteraram a percepção da Turquia.
O chanceler turco, Hakan Fidan, declarou que existe um “despertar à luz do novo ambiente de segurança e de ameaças na Europa”. A cúpula, que será a primeira no país desde 2004, terá um fórum de defesa no primeiro dia, permitindo que empresas turcas apresentem drones e armas nacionais. As discussões seguintes focarão em orçamentos de defesa e capacidades industriais do bloco.
A importância turca é vista como crucial para o futuro da aliança, especialmente com as preocupações europeias sobre a capacidade de produção de armas. O presidente americano afirmou que a realização da reunião na Turquia foi um fator para sua participação. Apesar disso, o país enfrenta disputas internas e a preocupação sobre o compromisso do governo com a democracia.

