A Uber Eats continua utilizando trabalhadores autônomos para entregas seis meses depois de prometer alterar seu modelo laboral. A manutenção do esquema gera denúncias de sindicatos e conflita com a lei rider e uma decisão do Supremo de 2020.
O Ministério do Trabalho emitiu uma ameaça em dezembro de 2025 contra a Uber Eats. A agência sinalizou que ativaria a via penal contra dirigentes caso a empresa mantivesse o uso de trabalhadores autônomos em janeiro, seguindo um precedente estabelecido com a Glovo.
A companhia não alterou o modelo em janeiro, mas anunciou que faria a mudança “o antes possível”. Essa promessa foi suficiente para o Ministério do Trabalho suspender a ameaça penal.
No entanto, seis meses após o anúncio da alteração do esquema de trabalho, sindicatos e a própria empresa indicam que ainda empregam autônomos. Essa prática contraria o que estabelece a lei rider e a sentença proferida pelo Supremo em 2020.

