A Uber registra faturamento bruto de 53,72 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 20% nos deslocamentos. Contudo, as ações negociam a 72,16 dólares, em queda de 22,66% no último ano, gerando divergência entre resultados e mercado.
O desempenho operacional da empresa mostra força, com o programa Uber One superando 50 milhões de membros. No entanto, o lucro líquido do primeiro trimestre sofreu queda de 85,19% em relação ao ano anterior, influenciado por um ajuste de investimento de 1,5 bilhão de dólares. Investidores também demonstram preocupação com a concorrência de operadores de mobilidade autônoma, como a Waymo.
Apesar do cenário de baixa, analistas indicam potencial de valorização. O modelo base aponta para 124,43 dólares por ação, o que representa 72,44% de alta, com 90% de confiança. O CEO Dara Khosrowshahi afirmou que os deslocamentos de mobilidade autônoma cresceram mais de dez vezes no ano.
Atualmente, a Uber negocia a cerca de 13 vezes o lucro projetado para o ano. Para atingir a meta de 150 dólares, seria necessário um ganho de 107,9%, o que exige forte crescimento do lucro e conversão da mobilidade autônoma em vantagem competitiva.

