A Ucrânia acusa a Rússia de intensificar a execução de prisioneiros de guerra capturados no campo de batalha. A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou 129 execuções de militares ucranianos desde 2022, mas autoridades de Kiev afirmam que o número real pode ultrapassar 900 vítimas.
Investigadores ucranianos indicam que as mortes deixaram de ser episódios isolados e passaram a ocorrer com maior frequência a partir de 2023. A Procuradoria-Geral da Ucrânia aponta indícios de que as execuções fazem parte de uma política deliberada das forças russas.
Um caso citado envolve um soldado de 25 anos, ferido em fevereiro de 2024 na retirada da cidade de Avdiivka. Após se render, ele foi executado, segundo a 110ª Brigada do Exército da Ucrânia. O caso foi investigado como possível crime de guerra.
A divergência nos números se deve à metodologia de contagem. A ONU confirmou 129 execuções, e a Procuradoria da Ucrânia instaurou 116 investigações sobre 306 militares. Contudo, serviços de inteligência ucranianos trabalham com mais de 900 soldados mortos em cerca de 340 episódios, incluindo informações de linha de frente.


