A Ucrânia está desenvolvendo o sistema de defesa antimísseis Freya para responder aos ataques russos, que utilizam mísseis balísticos como o S-400 e Iskander M. O sistema, criado pela empresa Fire Point, promete ser mais acessível e adequado para produção em série que os mísseis Patriot, cujo custo por tiro atinge 5 milhões de dólares.
O desenvolvimento de uma defesa própria é considerado essencial para Kiev. Enquanto o sistema Patriot é eficaz, a dependência de suprimentos dos Estados Unidos tem gerado escassez de munição, elevando as perdas civis. Em maio de 2026, por exemplo, foram registrados 274 mortes e 1.763 feridos em ataques russos, números altos desde o início da invasão em 2022.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que o Freya é um análogo ao Patriot, mas com vantagens na produção em série e custo. A empresa Fire Point busca manter o preço do míssil FP-7.X em torno de 700.000 dólares, o que representa seis vezes menos que o míssil PAC-3 MSE. Para acelerar a produção, o país busca parcerias europeias para componentes.
O projeto ganhou apoio político em Paris, onde Zelensky firmou um acordo com líderes de nove países europeus para criar uma “coalizão antimísseis”. A Fire Point informou que o míssil FP-7.X passou por testes voos em junho de 2026. A produção em série deve iniciar em agosto, com meta de três unidades diárias, e o primeiro intercepto balístico está previsto para o final de 2027.

