A União Europeia planeja implementar um sistema de monitoramento inteligente de limites de velocidade (ISA) que, a partir de 2030, poderá intervir diretamente na direção dos veículos. O sistema, que atualmente apenas alerta o motorista, gera preocupação entre especialistas devido a riscos de falha e à interferência na autonomia do condutor.
O ISA é obrigatório em todos os carros novos registrados na UE desde 2024 e visa prevenir o excesso de velocidade. Contudo, um projeto legislativo da Comissão Europeia prevê que o funcionamento do sistema será alterado. Em vez de apenas emitir alertas sonoros ou vibrações, o sistema passará a impedir o motorista de exceder o limite de velocidade da via, limitando temporariamente a aceleração.
Apesar da intenção, há dúvidas sobre a confiabilidade da combinação de leitura de placas, mapas e GPS. Segundo um estudo do instituto Thatcham Research, a taxa de erro na leitura automática de limites pode atingir 25%. Um editor de veículos de comunicação comentou que os leitores são imprecisos e não respeitam regras locais, como o fim de um limite em cruzamentos.
Especialistas de trânsito alertam que a intervenção do veículo na direção pode ser arriscada. Um perito indicou que forçar o carro a competir pelo controle com o motorista é problemático, citando manobras de emergência. Outro especialista afirmou que o sistema não deve substituir o julgamento do condutor, pois os motoristas devem ter a palavra final ao dirigir.

