A União Europeia implementou novas restrições às importações de aço a partir de 1º de julho para proteger seu mercado contra o aumento da oferta global, notadamente da China. Embora as regras gerais endureçam, o bloco concedeu condições diferenciadas a 13 parceiros comerciais com acordos de livre comércio.
As mudanças fazem parte da estratégia europeia para limitar a entrada de aço estrangeiro e evitar a inundação do mercado por produtos de baixo custo. Segundo as novas regras, o volume de aço importado sem tarifas será reduzido. Importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas estarão sujeitas a uma tarifa de 50%.
A Comissão Europeia criou condições especiais para países parceiros, reduzindo menos suas cotas de exportação. A decisão visa preservar relações comerciais estratégicas. Entre os países beneficiados estão Reino Unido, Turquia, Índia, Brasil, Argentina e Singapura.
A principal motivação das restrições é o aumento da capacidade de produção na China e o desvio de fluxos comerciais para a Europa. A indústria siderúrgica europeia avalia que as salvaguardas podem fortalecer a competitividade das usinas locais. Autoridades europeias informaram que as cotas podem ser ajustadas futuramente caso haja risco de escassez de aço.

