A UEFA anunciou nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, que suas 55 associações-membro boicotarão todos os torneios organizados pela FIFA se a proposta de criação de uma empresa privada para administrar competições permanecer em pauta. O posicionamento foi formalizado após reunião de emergência e abrange a Copa do Mundo Feminina de 2027, que ocorrerá no Brasil.
A entidade europeia exige o abandono total da proposta e a apresentação de garantias vinculativas antes de autorizar a participação de suas seleções. O documento divulgado pela UEFA afirma: “Nenhuma seleção nacional da Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essa proposta permanecer em pauta, a menos que seja totalmente abandonada e haja garantias vinculativas”.
A oposição não é isolada. A Concacaf e a AFC também rejeitaram o plano, representando 143 dos 211 membros da FIFA. A UEFA classificou a condução do processo como uma “ruptura grave de governança”, afirmando que as associações europeias são unânimes na rejeição da ideia de transferir participações acionárias para investidores privados.
A FIFA havia proposto a criação da FFE, uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões), com o objetivo de arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) com a venda de ações. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, declarou que os recursos poderiam elevar o repasse a cada federação de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. Contudo, a UEFA argumenta que o futebol não pode ser tratado como um produto de investimento.


