Dirigentes da UEFA e do futebol europeu discutem a possibilidade de lançar um executivo como candidato à presidência da FIFA em 2027. A iniciativa surge em reação à proposta do atual presidente, Gianni Infantino, de vender participações da Copa do Mundo para investidores privados.
A UEFA comunicou nesta quinta-feira (30) que países europeus boicotarão competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo Feminina 2027, que será no Brasil, caso a proposta de venda de ativos avance. A ideia envolve a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que administraria direitos comerciais, com plano de venda de 20% da empresa a investidores privados, avaliada em US$ 20 bilhões.
Em meio a essas discussões, executivos apontam Nasser Al-Khelaifi como alternativa para enfrentar Infantino, que busca um terceiro mandato. O empresário, presidente do PSG e da beIN Media, também preside a Associação Europeia de Clubes. Contudo, um representante de Al-Khelaifi declarou que ele não possui intenção de concorrer ao cargo na FIFA.
Infantino defendeu a iniciativa, afirmando que “Muito pouco do crescente valor comercial do futebol chega às partes do esporte que mais precisam”. A proposta já foi rejeitada por UEFA e Concacaf. Parlamentares europeus criticaram a medida, citando riscos de perda de neutralidade política e influência de investidores externos.

