A uva é a fruta mais afetada pelo novo tarifaço comercial imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) estima que a taxa adicional de 25%, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), elevará a tributação total do produto para 35%.
A nova taxa reduz a competitividade da uva brasileira no mercado norte-americano e afeta toda a cadeia produtiva do setor. Embora melão e melancia também sejam alvos, o impacto deve ser menor devido ao perfil e volume de exportação dessas frutas para os EUA.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a uva é o item mais relevante entre os produtos ausentes da lista de isenções. A pesquisadora Margarete Boteon comentou que as exportações de uva para os EUA já perdiam competitividade com a tarifação anterior, e que a Europa permanece como principal destino da fruta brasileira.
Diante do cenário, a Abrafrutas orienta produtores e exportadores a diversificar mercados e adotar novas estratégias comerciais. A entidade afirmou que o setor demonstrou capacidade de superação em situações passadas, como durante a tarifação que afetou a manga brasileira.

