Manter a caderneta de vacinação atualizada é essencial para pessoas com mais de 60 anos, pois o envelhecimento causa imunossenescência, reduzindo a capacidade de defesa do organismo contra infecções graves.
O sistema imunológico envelhece, o que torna os idosos mais suscetíveis a infecções e a respostas mais fracas a elas, explicou o médico Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunizações do Hospital Israelita Albert Einstein. A médica Isabela Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirmou que as vacinas auxiliam o organismo a produzir anticorpos, oferecendo proteção contra agentes infecciosos.
Além da redução da defesa, muitas pessoas idosas convivem com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, que elevam o risco de complicações. Gilio comentou que uma influenza em um idoso apresenta risco maior de pneumonia, hospitalização e morte em comparação com um adulto jovem saudável.
A vacina contra a influenza é a principal recomendação anual para este público, parte do calendário nacional do Ministério da Saúde. A vacinação contra covid-19 também é recomendada, com reforços a cada 6 meses, pois grande parte dos óbitos por covid concentra-se nessa população. No SUS, o calendário prevê imunização contra hepatite B e, em casos específicos, vacinas dupla bacteriana, febre amarela, tríplice viral e varicela.
Apesar das recomendações, a cobertura vacinal de idosos com mais de 60 anos não atingiu 50% na campanha de 2026, segundo o Ministério da Saúde. A falta de percepção de risco e a ideia de que vacinação é apenas para crianças influenciam essa baixa adesão, segundo os especialistas.

