A venda de pedaços encapsulados em resina do gramado do MetLife Stadium, utilizado na Copa do Mundo 2026, gerou conflito com autoridades de Nova Jersey. A entidade comercializa os itens por preços entre US$ 450 e US$ 3.000, o que pode arrecadar mais de US$ 11,2 milhões.
O debate se intensifica porque documentos oficiais apontam que a Autoridade de Esportes e Exposições de Nova Jersey investiu US$ 13,04 milhões para adequar o gramado às exigências da Fifa. Representantes do estado afirmam que o gasto foi público e que os contribuintes devem ter direito a parte dos lucros. “Nova Jersey pagou milhões de dólares pelo custo total do gramado do MetLife Stadium. Então, os contribuintes de Nova Jersey devem ter direito a uma parte dos lucros”, disse Steve Sigmund, porta-voz da governadora Mikie Sherrill.
A crítica também veio de um deputado republicano, que classificou a iniciativa como “não apenas um mau negócio para os contribuintes de Nova Jersey, mas também ilegal”. O parlamentar defendeu que o governo estadual avalie uma ordem judicial de restrição contra a venda. Fontes próximas ao comitê organizador informaram que existe um acordo para comercializar apenas uma pequena área do gramado, equivalente a cerca de cinco jardas, ou 4,572 metros.

