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Mundo

Vendaval inédito no Sudeste é bore ondular

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de julho de 2026 05:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um vendaval de grande potência atingiu Rio de Janeiro e São Paulo na quarta-feira, configurando um evento climático inédito. O fenômeno, denominado bore ondular, resultou do avanço de uma massa de ar frio e denso sobre uma massa de ar mais quente, sinalizando a possível intensificação de extremos climáticos no Brasil.

O bore ondular se formou quando uma frente fria avançou sobre o ar excepcionalmente quente que cobria o litoral paulista e carioca. Segundo o meteorologista Ernani Nascimento, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o evento foi intensificado por uma onda de gravidade atmosférica. Imagens de satélite e dados das estações confirmaram a formação, com rajadas atingindo 124,9 km/h em Itaporanga (SP) e 105 km/h no Galeão.

O fenômeno, que pode ser comparado a uma onda no ar, nasceu no litoral paulista, onde o ar frio do Sul encontrou uma massa de ar mais quente que o normal. O meteorologista Guilherme Schild indicou que o relevo da Serra do Mar acelerou os ventos. Embora não relacionado a outros eventos recentes, Schild afirmou que o bore ondular é mais um sinal do aumento da ocorrência de ventos extremos.

A professora Regina Rodrigues, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explicou que a frente fria que gerou o vendaval tem a influência de um El Niño atípico e mais intenso. Ela declarou que o vento é uma resposta à diferença de temperatura, e quanto maior essa diferença, mais intenso é o fenômeno. Especialistas apontam que a falta de comunicação com a população poderia ter evitado danos, pois havia cerca de uma hora entre a chegada da ventania ao litoral paulista e sua entrada no Rio.

TAGGED:bore-ondularclimaextremos climáticosRio de JaneiroSão Paulovendaval
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