O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a disputa sobre a cidadania por direito de solo não terminou e que o governo continuará buscando alternativas para restringir esse direito nos tribunais. A declaração ocorreu após a Suprema Corte limitar o alcance de ordens executivas sobre o tema.
Vance classificou a recente decisão da Suprema Corte como “muito decepcionante”. Ele declarou que a administração Trump possui “os melhores argumentos jurídicos” e continuará pressionando para que a interpretação da Constituição seja revista. O vice-presidente defendeu que existe uma “brecha” na legislação migratória americana, citando o chamado turismo de nascimento.
Essa prática permite que estrangeiras viajem aos Estados Unidos para dar à luz, garantindo aos filhos a cidadania americana automaticamente. Segundo estimativas citadas por Vance, cerca de 260 mil crianças obtêm essa cidadania anualmente, mesmo sem os pais serem cidadãos dos EUA. Ele considera essa situação uma “brecha legal” no sistema de imigração.
Vance também apontou que futuras mudanças na composição da Suprema Corte podem alterar o debate. Ele explicou que novas vagas entre os ministros podem abrir espaço para reavaliar a 14ª Emenda da Constituição, que garante a cidadania a quem nasce em solo americano. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, afirmou que o Congresso também pretende reexaminar a questão.

