Uma mulher adiou o recebimento de benefício de sobrevivência do Social Security aos 60 anos, temendo uma redução permanente. A decisão, baseada em informações incorretas, custou mais de US$ 50 mil em renda não recebida ao longo de quatro anos.
Ao ser viúva aos 59 anos, a mulher foi informada por um funcionário do escritório local do Social Security que um benefício de sobrevivência estava disponível, mas seria menor por ser solicitado antes da idade de aposentadoria completa (FRA). Ela esperou, acreditando que solicitar o benefício cedo resultaria em um valor permanentemente reduzido. Quatro anos depois, aos 64 anos, ela continuou trabalhando e manteve a convicção de ter tomado a decisão correta.
A confusão sobre o tema é comum em fóruns de aposentadoria. O detalhe crucial é que os benefícios de sobrevivência e os benefícios de aposentadoria próprios são fontes de renda separadas. A regra de ‘deemed filing’ não se aplica a sobreviventes, permitindo que a viúva escolha a ordem de solicitação que gere maior valor.
O impacto financeiro é significativo. Se o benefício integral na idade de aposentadoria completa fosse de cerca de US$ 2.000 mensais, o recebimento aos 60 anos reduziria o valor em aproximadamente 29%, ficando em torno de US$ 1.430 mensais. Essa diferença acumulada em quatro anos totalizou quase US$ 50 mil em renda perdida.
Apesar de trabalhar, o teste de ganhos do Social Security aplica-se, retendo US$ 1 por cada US$ 2 ganhos acima de um limite anual. Contudo, o benefício de sobrevivência também cresce com os ajustes de custo de vida (COLA), e a mulher deve solicitar projeções de ambos os benefícios aos 67 e 70 anos para tomar a decisão mais vantajosa.

