A Volkswagen revisou suas projeções de vendas e iniciou um amplo programa de reestruturação para recuperar competitividade, segundo o diretor financeiro Arno Antlitz. A montadora enfrenta pressão do mercado chinês, onde as vendas caíram 20%, além de tarifas e a transição para veículos elétricos.
Antlitz declarou que a situação no mercado chinês mudou drasticamente, forçando a revisão das metas. A empresa agora projeta cerca de 2 milhões de veículos vendidos na China e 8,5 milhões no total. A companhia espera crescimento de 3% a 4% na Europa, mas enfrenta uma queda de cerca de 20% no mercado chinês.
A margem de lucro atual, em torno de 4%, sinaliza a necessidade de mais ajustes. O executivo citou tarifas estimadas entre 4 bilhões e 5 bilhões e a forte concorrência de montadoras chinesas como fatores que pressionam os resultados. Em relação aos elétricos, a Volkswagen deve lançar uma nova linha no terceiro trimestre, com modelos de entrada.
Para melhorar a eficiência, a montadora estruturou um plano para reduzir custos indiretos e elevar a produtividade. O objetivo é cortar despesas em cerca de 10 bilhões a 11 bilhões até 2030. Antlitz também mencionou que a complexidade da estrutura do grupo, com 150 modelos, exige simplificação para melhorar o desempenho.

