O mercado à vista da B3, a Bolsa de Valores brasileira, registrou um volume financeiro médio diário de R$ 16,95 bilhões até 20 de julho. Segundo levantamento da Elos Ayta, esse valor coloca o mês como o sexto com menor liquidez desde janeiro de 2020, refletindo uma movimentação financeira recorrentemente baixa.
A análise da consultoria aponta que a baixa liquidez em julho se repete em 2024 e 2025, figurando entre os dez meses com menor volume médio diário desde o início da pandemia de Covid-19. A Elos Ayta sugere que o período de férias escolares de inverno pode influenciar a redução da atividade dos investidores, embora outros fatores também possam impactar o mercado.
Ainda que a realização da Copa do Mundo em 2026 seja citada como um possível elemento adicional que diminui a participação de investidores, a consultoria ressalta que não há evidências suficientes para ligar o torneio à queda de liquidez. O volume negociado ficou abaixo de períodos historicamente marcados por maior cautela, como setembro e outubro de 2024.
O principal índice da Bolsa, Ibovespa, acumulou valorização de 0,69% em julho. Este retorno é o menor positivo entre os dez meses com menor volume médio diário desde janeiro de 2020, reforçando a percepção de um mercado com negociações mais contidas, aguardando novos indicadores econômicos ou decisões de política monetária.

