A WEG estima que as tarifas impostas pelos Estados Unidos podem pressionar sua margem consolidada se mantidas, mas a companhia avalia que sua presença global e a diversificação da produção ajudam a reduzir os impactos comerciais. A empresa, que destinava 21% de sua produção brasileira aos EUA, busca mitigar os efeitos das medidas através de ajustes em sua estratégia.
O diretor financeiro da WEG, André Rodrigues, declarou durante teleconferência sobre os resultados da companhia que é difícil estimar o impacto a longo prazo, mas a tendência é de pressão na margem se as tarifas atuais persistirem. Segundo o executivo, a fabricante trabalha para amenizar os efeitos das tarifas utilizando sua base global de produção e realizando ajustes em sua estratégia comercial.
Para atender ao mercado americano, o México tornou-se o principal centro de produção da companhia, com 41% da produção das operações mexicanas destinada ao país. Apesar das incertezas no comércio internacional, a WEG afirmou que permanece bem posicionada para crescer, segundo o diretor de Relações com Investidores, André Salgueiro.
A empresa observou um ambiente competitivo, mas com atividade industrial forte, o que sustenta a demanda por seus produtos. Na véspera, as ações da WEG (WEGE3) subiram mais de 10%, marcando a maior alta intradiária desde julho de 2024, após a divulgação de resultados do segundo trimestre acima das expectativas do mercado.


