O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em comentários de um vídeo publicado após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo. Zema pediu o fim da ‘politicagem’ na organização, alegando que a CBF presta contas a Brasília, e não ao torcedor brasileiro.
Em publicação nas redes sociais, Zema afirmou que a CBF não presta contas ao público, mas sim a grupos ligados a Brasília. Ele apontou um indivíduo, filho de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como figura com influência nas decisões da entidade, como a convocação de um jogador. O ex-governador disse que este indivíduo não possui cargo ou mandato na CBF, mas exerce poder.
Zema detalhou que o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ligado à família do ministro, teria fechado um acordo com a CBF para oferecer cursos, mantendo 84% da receita. O ex-mandatário também citou uma decisão do ministro em 2024 que restabeleceu o comando da CBF, questionando a extensão da influência do STF sobre o esporte nacional.
O ex-governador mineiro pediu que a organização acabasse com a ‘farra suja’, reforçando críticas feitas anteriormente. Ele declarou que a interferência do STF, segundo Zema, alcança áreas como a liberdade e o preço da vida no país, caracterizando um sistema de ‘intocáveis’.

