Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, declarou que os sindicatos prejudicam o avanço da educação no Brasil. O político afirmou que aceitaria governar por apenas um mandato se isso for necessário para aprovar as reformas estruturais que considera urgentes.
Em entrevista, Zema disse que não possui um “projeto pessoal de poder” e que prefere perder popularidade a não realizar as mudanças necessárias no governo federal. Ele criticou a atuação das entidades sindicais, alegando haver um “pacto pela mediocridade” no setor educacional.
Segundo Zema, as corporações possuem interesses eleitorais e se opõem a critérios de diferenciação de desempenho ou à premiação de professores e escolas com melhores resultados. O pré-candidato relatou que tentou implementar o modelo de escolas charter em mais de 3.000 unidades em Minas Gerais, mas a oposição sindical limitou o projeto a apenas 7 instituições.
O ex-governador defendeu que a reestruturação da educação deve começar pelas condições básicas das escolas, como infraestrutura e alimentação, antes de avançar para metas pedagógicas complexas. Zema reforçou seu compromisso com reformas ao projetar uma eventual gestão nacional, afirmando que o país deve se afastar do que ele chama de “inferno”.

