Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, responsabilizou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita em São Paulo, onde o ex-governador criticou a política externa federal por criar atritos com Washington.
Zema afirmou que o país “colheu aquilo que foi plantado”, criticando a aproximação do Brasil com nações como Venezuela, Cuba e Irã, que ele classificou como “nitidamente antiamericanos”. A tarifa, baseada em investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, entrará em vigor em 22 de julho de 2026. Café, carne bovina, petróleo e aeronaves estão entre os itens isentos da cobrança.
O ex-governador declarou que o governo federal não demonstrou proatividade nas negociações com os EUA. Ele disse que os efeitos da tarifa recairão sobre o setor produtivo e os pagadores de impostos, e não sobre a classe política. “Quem vai pagar a conta, mais uma vez, é o Brasil produtivo, o Brasil que acorda cedo e paga impostos”, declarou Zema.
Em resposta, o governo brasileiro contestou os argumentos e informou que adotará medidas com base na Lei da Reciprocidade, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, comunicou que o Brasil realizou mais de 30 contatos com representantes dos EUA para negociar as tarifas.

