Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, defendeu a privatização do setor energético brasileiro. Em visita ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro, ele propôs que a Petrobras se torne uma corporação, mantendo a União apenas como sócia sem poder de decisão.
Zema criticou a gestão de empresas públicas no país e afirmou ser favorável a privatizar tudo. Segundo ele, a União poderia receber os dividendos de uma Petrobras mais lucrativa, o que, por sua vez, geraria mais imposto de renda para o governo. O pré-candidato comparou a atuação do setor de alimentos, que opera com eficiência na rede privada sem um órgão regulador federal como o ‘Alimentobras’.
O ex-governador também argumentou que o Estado já cumpre uma ‘tarefa de Hércules’ em áreas como saúde, segurança pública e educação. Ele disse que, em vez disso, políticos se concentram na gestão de estatais para obter empregos e direcionar contratos, em vez de melhorar a vida da população.
Sobre sua candidatura, Zema reiterou a intenção de oficializar a disputa presidencial no dia 27, mas confirmou não ter um vice definido. Ele também negou ter feito qualquer convite a uma ex-primeira-dama, esclarecendo que apenas mencionou a possibilidade de um vice em uma conversa com jornalistas.

