Um relatório da Oxfam Brasil divulgou na quarta-feira (19) que o 1% mais rico da população concentra 24,3% de toda a renda do país em 2023. O dado representa um aumento em relação aos 20,4% registrados em 2017, indicando crescimento da desigualdade no topo da pirâmide.
O avanço na concentração beneficiou principalmente o 0,1% mais rico. O levantamento aponta que essa concentração ocorreu mesmo em um cenário onde o rendimento mensal per capita atingiu o maior nível da série histórica do IBGE, chegando a R$ 2.020 em 2024. Nesse mesmo período, o índice de Gini caiu para 0,506, o menor já registrado.
A organização também frisou que a concentração de riqueza é maior quando se considera o patrimônio. O estudo informou que o 1% mais rico detém 37,3% de toda a riqueza declarada no Brasil. Para obter essas conclusões, a pesquisa cruzou dados do IBGE, da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do TSE.
A Oxfam criticou a estrutura tributária brasileira, classificando-a como regressiva. A entidade afirmou que a cobrança de impostos recai mais sobre o consumo e salários do que sobre o patrimônio e a renda dos mais ricos. O relatório ainda mostrou que o país ficou em quarto lugar entre os 56 mercados analisados em desigualdade patrimonial em 2025.

