Setenta e sete por cento dos usuários de apostas esportivas no Brasil admitiram usar plataformas com condutas irregulares nos últimos três meses, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. O estudo revelou que a maioria dos apostadores reconhece o perigo de sites que ignoram as regras estabelecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
A pesquisa analisou quatro ações vedadas pela legislação brasileira desde 2024, que impôs normas gerais para as transações de pagamento em sites de apostas de quota fixa. Os entrevistados foram questionados sobre o uso de plataformas que não exigiram reconhecimento facial, portais sem o final “bet.br”, ou o uso de cartão de crédito e criptoativos para apostar.
Os dados indicam que a faixa etária de 18 a 29 anos concentra a maior incidência de apostadores irregulares, com 54% dos entrevistados. Em relação à renda, 51% dos considerados “apostadores ilegais” possuem até dois salários-mínimos. Especialistas em direito regulatório explicam que as exigências visam resguardar o apostador, como frear o acesso de menores de idade e garantir a operação nacional licenciada.
Apesar do uso de plataformas informais, 77% dos entrevistados concordam que bets ilegais são mais perigosas e que o combate a elas deve ser prioridade das autoridades. O Instituto Locomotiva afirmou que o estudo mostra uma ligeira redução na participação das apostas ilegais, mas que metade dos apostadores brasileiros ainda transita no mercado não licenciado.


