A maioria dos ataques cibernéticos não prospera por serem sofisticados, mas por explorarem falhas previsíveis nas defesas organizacionais. A falta de visibilidade completa sobre como os sistemas se conectam cria um risco de segurança significativo.
As organizações frequentemente operam com defesas incompletas, caracterizadas por configurações erradas, excesso de privilégios e conexões não monitoradas. Isso impede que as equipes de segurança mapeiem os caminhos que um invasor utilizaria no ambiente de TI.
Pesquisas indicam que vulnerabilidades de TI representam a principal preocupação de segurança, citadas por sessenta e seis por cento. Contudo, a lentidão na resposta é um problema crítico; enquanto noventa e cinco por cento dos profissionais se sentem capazes de detectar movimentação lateral, apenas dezessete por cento conseguem isolar uma carga de trabalho comprometida em tempo real.
O tempo médio para que um invasor consiga movimentação lateral é de vinte e nove minutos, segundo dados da empresa CrowdStrike. Esse intervalo é reduzido pela velocidade das ferramentas de inteligência artificial, que aceleram a identificação de vulnerabilidades e o desenvolvimento de explorações direcionadas.
Para mitigar o risco, é necessário mudar o foco da prevenção para a resiliência. Isso exige contenção proativa, que limita os caminhos de ataque antes que o incidente ocorra, e contenção reativa, que isola o comprometimento rapidamente. Ambas dependem de um panorama completo do ambiente.


