As ações da Casas Bahia (BHIA3) registraram queda de 14,29% na semana passada. A baixa ocorreu em meio ao agravamento da crise financeira da varejista, que acumulou prejuízo de R$ 11,2 bilhões no ano e solicitou recuperação judicial.
O balanço do segundo trimestre de 2026 mostrou que a companhia teve prejuízo líquido consolidado de R$ 10,117 bilhões. Este valor somou-se à perda de R$ 1,064 bilhão do primeiro trimestre, totalizando R$ 11,181 bilhões no semestre. A empresa pediu recuperação judicial para reestruturar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
Em agosto, a Justiça de São Paulo deferiu parcialmente os pedidos da Casas Bahia, mas ainda não concedeu a recuperação judicial. A varejista também anunciou o fechamento de 298 lojas e demitiu cerca de 1.900 trabalhadores entre 13 e 17 de agosto, embora a Justiça do Trabalho tenha suspenso os desligamentos.
A deterioração financeira foi marcada por eventos não recorrentes, como baixa de R$ 5,7 bilhões em créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A empresa terminou o trimestre com capital circulante líquido negativo de R$ 7,837 bilhões e patrimônio líquido negativo de R$ 8,270 bilhões.
O cenário de juros elevados e crédito caro afeta o consumo de bens duráveis, setor em que a Casas Bahia atua. A companhia tenta reverter a situação, mas enfrenta endividamento alto e pressão sobre o capital de giro.

