As ações da Minerva caíram 7,60% na quinta-feira, 13 de agosto, após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. O frigorífico registrou preocupações de analistas sobre a demanda e a geração de caixa, apesar do EBITDA estar em linha com o esperado.
O Goldman Sachs apontou a conversão fraca de EBITDA em caixa e os riscos ligados ao fim das cotas brasileiras de exportação de carne bovina para a China. O Bank of America observou que a empresa teve uma queima de 611 milhões de reais no fluxo de caixa livre no trimestre, resultado do consumo de 1,1 bilhão de reais em capital de giro.
Segundo o BofA, o aumento no capital de giro eleva o risco de a Minerva ultrapassar sua projeção de consumo de 300 milhões a 400 milhões de reais para o ano de 2026. As contas a receber subiram para 42 dias de receita, enquanto os adiantamentos de clientes caíram para 37 dias do custo dos produtos vendidos.
O Bradesco BBI relatou que a Minerva obteve um EBITDA de 1,23 bilhão de reais e receita líquida de 14,1 bilhões de reais no período. O principal ponto negativo apontado pelo banco foi a queima de caixa, que elevou a dívida líquida para 14,4 bilhões de reais e a alavancagem para 2,9 vezes.
Em contrapartida, o JPMorgan destacou a melhoria das despesas gerais e administrativas, que representaram 10,1% das vendas, comparado a 10,8% no primeiro trimestre.

