A Nike enfrenta um período de recuperação lenta após anos de queda no valor de suas ações. Os papéis da companhia estão próximos aos níveis de 2014, cerca de 78% abaixo do pico registrado em novembro de 2021, segundo a WWD.
A pressão sobre a empresa vem de vários fatores. A mudança de estratégia, que priorizou vendas diretas ao consumidor em detrimento dos canais de atacado, permitiu que concorrentes como Hoka e On Running ganhassem espaço, sobretudo no mercado de corrida. A marca também recebeu críticas pela falta de novidades em certos segmentos.
As dificuldades se estendem além dos Estados Unidos. A empresa registra pressão na Europa, afetada por inflação e redução de gastos dos consumidores. Além disso, a Nike enfrenta problemas no mercado chinês, onde proibiu a venda no varejo após avaliar a desvalorização do produto.
Para reverter o quadro, a companhia aposta em novos lançamentos. Informações internacionais apontam que a categoria de roupas esportivas prepara mais de uma dúzia de novos calçados para o segundo semestre de 2027. O CEO Elliott Hill tenta conduzir a retomada ao lado do novo diretor financeiro, David Denton.
Analistas veem a chegada de executivos externos como uma chance de trazer uma nova visão financeira. Contudo, para parte dos investidores, a recuperação total ainda exigirá mais tempo, dependendo dos próximos resultados trimestrais.


