As ações de Vivo e Tim registraram quedas de cerca de 18% e 16%, respectivamente, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. O Itaú BBA atribuiu o desempenho não às revisões de estimativas, mas à competição mais intensa no setor.
O banco de análise apontou que a disputa acirrada coloca em dúvida a sustentabilidade da recuperação do mercado. Apesar dos sinais competitivos, o Itaú BBA avalia que o impacto negativo ainda é administrável, mantendo a recomendação neutra para ambas as operadoras.
A competição apertou nos acessos pós-pagos em dez estados que concentram cerca de 81% da base nacional. A Claro ganhou participação em nove desses estados, enquanto a Tim perdeu em todos. A Vivo obteve ganho apenas em São Paulo, que representa aproximadamente 30% dos acessos.
O sentimento dos investidores piorou devido a três fatores: a ameaça de novos entrantes, como a NuCel, que superou um milhão de usuários, e o risco de redução de gastos dos clientes; a expansão de ofertas promocionais; e a ausência de reajustes de preços nos planos controle no segundo semestre.
A Telefônica Brasil foi classificada como a mais resiliente entre as grandes operadoras. O Itaú BBA reduziu projeções de lucro líquido para a Vivo em cerca de 7% para 2026 e 6% para 2027, revisando o preço-alvo de R$ 38 para R$ 35 por ação.


