Um advogado criminalista, de 36 anos, foi sequestrado em junho em Cubatão, no estado de São Paulo. Ele foi detido por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) após entrar com uma ação judicial. O caso desencadeou a Operação Patrocínio Fiel, deflagrada em 12 de agosto.
O advogado foi atraído para uma comunidade sob o pretexto de prestar assistência jurídica. No local, ele foi levado a um barraco e permaneceu cativo por cerca de seis horas. Cerca de trinta homens participaram do que foi chamado de “tribunal do crime”.
A origem do sequestro está em uma disputa societária envolvendo uma empresa de pesca em Guarujá. O advogado representava um cliente que havia sido retirado da sociedade por um homem apontado como membro do PCC. A pressão dos criminosos forçou o profissional a desistir da ação judicial.
Após o cativeiro, o advogado denunciou o ocorrido ao Ministério Público. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou a investigação, que culminou na Operação Patrocínio Fiel. A operação prendeu três integrantes do PCC acusados de sequestro e extorsão.
O Ministério Público do Estado de São Paulo informou que a ação visou interromper a atuação criminosa dos investigados na Baixada Santista. Foram cumpridos também dezenove mandados de busca e apreensão em diversos municípios do estado.


