Um advogado de trinta e seis anos relatou ter sido sequestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e levado a uma comunidade em Cubatão, São Paulo. Ele afirmou ter recebido um ‘decreto de morte’ da facção após participar de um tribunal do crime.
O profissional contou que a ameaça de morte foi informada por telefone. O sequestro ocorreu em onze de junho. Ele foi mantido em cárcere das dezenove horas de um dia até a primeira hora da madrugada seguinte. Durante esse período, sofreu tortura psicológica por cerca de trinta pessoas que participaram do tribunal do crime.
O sequestro teria ocorrido após o advogado ajuizar uma ação contra uma empresa ligada a um indivíduo. O grupo criminoso buscava forçá-lo a abandonar o processo e fornecer o endereço de um cliente.
Após o fato, o advogado procurou o Ministério Público para denunciar o caso. A investigação foi assumida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O Ministério Público de São Paulo informou que adotou providências para apurar os fatos e responsabilizar os autores.


