Agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) denunciam a precariedade de oito bases da corporação em São Paulo. Sete dessas unidades estão localizadas em regiões periféricas, como Itaquera e Parelheiros, e enfrentam problemas estruturais graves, segundo o SindGuardas.
Apesar dos investimentos anunciados pela Prefeitura de São Paulo na modernização das bases, o sindicato aponta que as inspetorias periféricas concentram reclamações sobre infraestrutura. Os relatos incluem infiltrações, problemas em banheiros e alojamentos. Um caso citado é o da Inspetoria de Jaçanã-Tremembé, onde agentes trabalham provisoriamente há cerca de um mês e meio após a queda do telhado da base.
Outra denúncia aponta problemas na Inspetoria de Ermelino Matarazzo, que possui banheiros interditados, infiltrações e circulação de ratos. O diretor de comunicação do SindGuardas, Maurício Villar, explicou que a verba de aproximadamente R$ 500 destinada a pequenos reparos não é suficiente para solucionar falhas estruturais em muitos imóveis adaptados.
Inspetores aposentados afirmam que unidades centrais receberam maior atenção histórica. Além da infraestrutura, a categoria relata problemas como redução de efetivo noturno e transferências abusivas. O SindGuardas também informou que houve 14 suicídios de guardas civis metropolitanos entre 2021 e 2025, e mais três em 2026.

