Em São Paulo, projetos de agroecologia em Marília e de reflorestamento no Rio Paraná comprovam a viabilidade de conciliar produção e preservação ambiental. O Sítio Agroecológico Munay, em Marília, usa um sistema agroflorestal para recuperar solo e aumentar a biodiversidade.
O Sítio Agroecológico Munay, em Marília, desenvolve há mais de quatro anos práticas sustentáveis em uma área de dois hectares. O local abriga mais de oitenta espécies vegetais em um sistema agroflorestal. Segundo Alessandra de Moraes, criadora do projeto, a iniciativa busca mostrar que é possível produzir alimentos enquanto se cuida do solo e se planta árvores nativas, ajudando a fauna.
Outro trabalho de restauração ocorre no oeste paulista, em Presidente Epitácio. Lá, projetos buscam proteger as margens do Rio Paraná. A Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar (Apoena) cultiva quase sessenta e cinco espécies nativas em seu viveiro, com cerca de duzentos mil mudas em produção. O ambientalista Djalma Welffort declarou que áreas antes pastagens degradadas hoje apresentam floresta, atraindo fauna e melhorando o clima.
A palmeira buriti é destaque na recuperação de áreas degradadas. O biólogo William Takata explicou que a espécie serve como fonte de alimento e abrigo para diversos animais. A restauração da vegetação também permite o retorno de espécies silvestres, como onças-pardas e tamanduás-bandeira, demonstrando o resultado do modelo ambiental.

