A geógrafa Larissa Mies Bombardi, durante a 78ª Reunião Anual da SBPC, afirmou que sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil estão proibidos na União Europeia.
Bombardi sugeriu que o Brasil se submete a um tipo de colonialismo químico ao permitir o uso de substâncias não autorizadas no bloco europeu. No entanto, Eduardo Allgayer Osorio, engenheiro agrônomo, destaca que a questão não pode ser reduzida a uma simples comparação entre listas de substâncias autorizadas ou não.
Os Estados Unidos, Canadá e Austrália também permitem o uso desses produtos. Esses países têm sistemas rigorosos de controle sanitário e ambiental, assim como o Brasil.
No Brasil, a decisão sobre o uso de agrotóxicos envolve avaliações científicas de órgãos como a ANVISA, IBAMA e o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Os critérios para a autorização de agrotóxicos variam entre países. Enquanto a União Europeia usa o princípio da precaução, os EUA, Canadá, Austrália e Brasil adotam a avaliação quantitativa de risco.
O debate sobre agrotóxicos deve basear-se em comparações técnicas e científicas, evitando simplificações ideológicas.


