O mercado de aluguel de curta duração em Praga cresce, segundo análise do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento da Cidade de Praga (IPR). Candidatos a prefeito debatem o impacto do Airbnb no centro histórico, propondo limites de dias para a locação.
O IPR divulgou dados de dois anos, mostrando que em março de dois mil e vinte e três foram anunciadas sete mil novecentos e trinta unidades no Airbnb. Quase oitenta por cento dessas unidades eram oferecidas por multihostellers, ou seja, proprietários que alugavam pelo menos duas propriedades. Em junho deste ano, a plataforma registrou sete mil oitocentos e setenta e oito imóveis completos, o que representa cerca de um vírgula um por cento do estoque habitacional de Praga.
O debate sobre a questão mobiliza diversos candidatos. Um senador afirmou que o problema está ligado ao esvaziamento do centro da cidade. Ele defendeu regras claras, diferenciando o aluguel ocasional de imóveis que se tornam efetivamente hotéis sem controle.
Outros candidatos sugerem soluções focadas na fiscalização do código de obras e na obrigatoriedade de registro. Um deles propôs a exigência de um limite de dias para aluguel de imóveis inteiros na área central. Ele defendeu que a regulamentação deve ser vista como parte de uma solução mais ampla para a crise habitacional.
Apesar das propostas de controle, alguns especialistas indicam que a principal causa da escassez de moradia em Praga é a construção insuficiente de novos imóveis. Contudo, o impacto do aluguel de curta duração no centro histórico, segundo eles, pressiona o mercado de habitação tradicional.

