Em setembro de 1926, a Alemanha ingressou na Liga das Nações, quase oito anos após o término da Primeira Guerra Mundial. O país, politicamente frágil e economicamente abalado, buscou na organização um meio para recuperar soberania diante das imposições do Tratado de Versalhes.
A entrada na confraria era vista pela República de Weimar como um passo vital para a estabilidade. Contudo, o que poderia iniciar um período de paz na Europa acabou por pavimentar o caminho para a tragédia da década seguinte. A Alemanha pós-1918 apresentava divisão interna, com setores nacionalistas radicalizados vendo a adesão como legitimação ao cerco geopolítico.
A Liga enfrentou desafios, como a invasão da Manchúria pelo Japão em 1931, sem sucesso aparente. Posteriormente, um chanceler retirou o país do organismo em 1933, permitindo a expansão de seu espaço vital.
Em 1945, após um grande massacre, a ONU surgiu como sucessora, aprendendo com os erros da Liga. Décadas depois, o mundo continua a aplicar punições seletivas, que variam do isolamento diplomático à sanção econômica. O ex-presidente Donald Trump já manifestou publicamente desaprovação à ONU.

