O governo alemão propõe flexibilizar a Lei de Fechamento de Lojas, vigente desde 1949, permitindo que padarias e confeitarias funcionem por até oito horas aos domingos a partir de janeiro de 2027. A medida, prevista pelo Ministério do Trabalho, gera pressão de setores produtivos que alegam perda de competitividade.
A regulamentação, que se baseia no artigo cento e quarenta da Constituição de mil novecentos e quarenta e nove, visa alterar o status dos domingos e feriados como dias de descanso. Atualmente, estabelecimentos como eletrônicos, vestuário e shoppings permanecem fechados, o que deixa os centros comerciais desertos em muitas cidades alemãs.
Representantes do comércio argumentam que o país fica aquém de outros nações europeias. O presidente da Associação do Comércio Varejista da Alemanha afirmou que o comércio eletrônico mostra o desejo dos consumidores por compras em estabelecimentos físicos aos domingos. Outra entidade, a Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio, classificou a lei como relíquia do passado.
Apesar da proposta de flexibilização, há resistência dentro da coalizão governamental. O vice-líder conservador rejeitou a ampliação, defendendo a modernização das regras de jornada de trabalho. Lideranças religiosas e sindicatos também se opõem, alegando que o domingo deve ser um dia de descanso comunitário e que jornadas exaustivas já são uma realidade no setor.


