A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) questionou a decisão da Universidade de São Paulo (USP) de aplicar a primeira fase da Fuvest em Fortaleza, no dia 1º de novembro. A capital cearense será a única cidade fora do estado paulista a receber o exame, que oferece mais de 8 mil vagas de graduação.
O deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo) protocolou um requerimento na quinta-feira (27) para que a USP detalhe os custos, os estudos e os critérios que fundamentaram a escolha de Fortaleza. O parlamentar questionou por que a instituição optou por levar a prova a outro estado em vez de ampliar os locais de aplicação no interior de São Paulo.
O diretor-executivo da Fuvest, Gustavo Monaco, afirmou em comunicado que a cidade foi escolhida para facilitar o acesso de candidatos da Região Nordeste, que antes precisavam se deslocar até São Paulo. A operação foi testada entre julho e agosto, durante a aplicação do segundo simulado de 2027, para avaliar a logística e a estrutura local.
O requerimento foi encaminhado ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan. O presidente da Alesp, André do Prado (PL), determinou que as informações sejam requisitadas. O documento cobra o envio de atas, pareceres e relatórios, além de detalhar despesas com aluguel, transporte, segurança, fiscais, hospedagem e passagens aéreas.
Siqueira busca saber qual a fonte dos recursos e se a operação utilizará a parcela da arrecadação tributária de São Paulo destinada às universidades estaduais. O pedido não solicita a suspensão da prova nem altera o calendário do vestibular.
Outras universidades paulistas já adotam a prática. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aplica provas em seis capitais, incluindo Fortaleza, Recife e Salvador. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) prevê realizar o vestibular de 2027 em Brasília, Campo Grande, Curitiba e Uberlândia.

