Líderes de direita na América Latina estão fortalecendo laços com Israel. O presidente argentino, Javier Milei, e o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, reverteram posturas críticas anteriores. Essa mudança ocorre em meio a tensões regionais e ao conflito em Gaza.
A reaproximação é notada em diversos países. Na Colômbia, o governo de Abelardo de la Espriella desfez a decisão do antecessor, Gustavo Petro, de romper relações com Israel. De la Espriella anunciou que a Colômbia transferirá sua embaixada para Jerusalém e apoiará o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã.
O fortalecimento dos laços com Israel acompanha o avanço da direita radical na região, segundo Isaac Caro, professor da Universidade Alberto Hurtado, no Chile. Ele afirma que governos autoritários latino-americanos vinculam relações com Israel a um alinhamento com a política externa dos Estados Unidos.
A tendência de alinhamento tem raízes em figuras como Jair Bolsonaro e Nayib Bukele. Na Argentina, Javier Milei integrou a proximidade com Israel à sua identidade política. Daniel Wajner, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, aponta uma explosão na diplomacia entre Israel e governos latino-americanos.
Em contraste, Brasil e México mantêm postura crítica. O governo brasileiro adota posição contra as ações israelenses na Faixa de Gaza. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, busca neutralidade, mantendo relações, mas criticando as ações em Gaza. O interesse israelense busca apoio multilateral, como nas Nações Unidas, para garantir influência e cooperação.


