A Alphabet demonstrou resiliência ao desafio da inteligência artificial no primeiro trimestre de 2026. A empresa registrou um crescimento de 19% na receita de Busca e Outros, atingindo $60,40 bilhões. O CEO Sundar Pichai afirmou que a IA impulsiona o uso da busca, invalidando o temor de que ferramentas como o ChatGPT levassem consultas do motor de busca dominante.
A performance da Alphabet reflete uma mudança na percepção do mercado sobre a IA. A receita do Google Cloud cresceu 63%, totalizando $20,03 bilhões, e a margem operacional avançou para 32,9%. Além disso, o *backlog* do Google Cloud quase dobrou no trimestre, ultrapassando $460 bilhões.
Apesar do desempenho positivo, os gastos de capital (Capex) mais que dobraram, chegando a 35,67 bilhões de dólares no primeiro trimestre. A ação negociou a 351,99 dólares, enquanto o alvo de consenso dos analistas é de 433,51 dólares, sugerindo um potencial de alta de 23,03%.
Analistas apontam que três motores estão acelerando: a Busca, com crescimento de 19%; o Cloud, com forte expansão; e o Gemini, que monetiza a onda de IA. A tese de compra se sustenta se a eficiência do Capex for mantida, pois o medo que pressionou a ação por dois anos foi, empiricamente, superado.

