A Semana Mundial da Amamentação reforça a importância do aleitamento materno, mas receios sobre a queda ou flacidez das mamas influenciam muitas mulheres. Pesquisas científicas indicam que o aleitamento não possui associação independente com a ptose mamária, desmistificando essa preocupação estética.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef recomendam o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida, prática que traz benefícios à saúde infantil e materna, como a redução de riscos de câncer de mama e ovário. Contudo, a percepção de que amamentar altera o formato dos seios persiste entre algumas mulheres.
Um estudo publicado no Aesthetic Surgery Journal avaliou gestantes e concluiu que fatores como idade, índice de massa corporal, número de gestações, tabagismo e oscilações de peso tiveram maior relação com alterações mamárias. A cirurgiã plástica Cecília Ruiz explicou que as transformações ocorrem durante a gravidez, sendo o aleitamento parte de um processo fisiológico, mas não o responsável isolado pelas mudanças.
No Brasil, o índice de aleitamento materno exclusivo para crianças menores de seis meses é de 45,8%, abaixo da meta de 50% da Assembleia Mundial da Saúde. A especialista alertou que informações equivocadas geram medo, e o acesso a dados científicos é crucial para decisões conscientes. As alterações mamárias exigem tempo de adaptação após o término do aleitamento, pois a glândula passa por um processo natural de involução.


