Amanda Knox, de trinta e nove anos, estreou um show de stand-up no Festival Fringe de Edimburgo. A comediante abordou em sua apresentação o período em que foi mantida presa na Itália, acusada de assassinato em 2007, mas posteriormente absolvida.
O espetáculo, intitulado “Cartwheel”, teve início em um teatro de aspecto modesto. Knox, que conta histórias e interage com a voz de sua filha, Eureka, de cinco anos, tentou encontrar humor em sua experiência. A plateia, que ocupava a sala de cento e cinquenta lugares, reagiu inicialmente com risos contidos às piadas sobre a prisão e a fama midiática.
A artista afirmou que buscava a comédia porque se sentia rotulada como figura de true crime ou trágica. Segundo ela, o show visa resgatar quem ela era antes dos eventos negativos. A apresentação gerou controvérsia, já que a Grã-Bretanha tem ligação com a colega de quarto assassinada.
Apesar de ter sido absolvida pela alta corte italiana em dois mil e quinze, a suspeita de envolvimento no crime persiste para muitas pessoas. A irmã de Meredith Kercher declarou na semana passada que a apresentação causava dor à família, argumentando que casos reais não devem ser transformados em comédia no Reino Unido.
Knox declarou que se recusava a ser influenciada pela imprensa britânica. Os promotores italianos deram nome ao show alegando que ela havia feito estrelas em uma delegacia após a morte de Kercher, fato que Knox contestou, dizendo que praticava ioga.

