As empresas AMD e Broadcom apresentaram resultados trimestrais de inteligência artificial que forçam o mercado a reavaliar qual delas se complementa melhor à Nvidia. A AMD busca ser a segunda fornecedora de GPUs de datacenter, enquanto a Broadcom foca em silício customizado e redes de comunicação para os grandes provedores de nuvem.
A AMD divulgou resultados no dia 4 de agosto de 2026, com receita de US$ 11,54 bilhões, um aumento de 50,1% em relação ao ano anterior, e lucro não-GAAP por ação de US$ 1,66. A divisão de Data Center contribuiu com US$ 6,72 bilhões, representando 58% da receita total, segundo a empresa. A executiva da AMD afirmou que a companhia entra na segunda metade do ano com forte impulso, impulsionado pela demanda do EPYC e pelo escalonamento dos deployments Instinct.
Por sua vez, a Broadcom reportou receita de US$ 22,19 bilhões em junho de 2026, com crescimento de 47,9%. A receita de semicondutores de IA atingiu US$ 10,80 bilhões, subindo 143%. A empresa projetou que a receita de IA do terceiro trimestre ultrapassará US$ 16,0 bilhões, um crescimento superior a 200%, baseado em aceleradores customizados e silício de comutação.
A estratégia das duas empresas difere em relação à Nvidia. A AMD compete diretamente por GPUs de datacenter, enquanto a Broadcom atua como parceira adjacente, projetando chips sob medida para clientes como Meta e Google, além de gerenciar a infraestrutura Ethernet entre eles. A análise aponta que a Broadcom oferece maior exposição em redes de IA e margens ajustadas mais elevadas, em comparação com a AMD.


