A inteligência dos Estados Unidos identificou ameaça de ataque iraniano ao avião presidencial durante a passagem de Donald Trump por Ancara, Turquia. Por causa da suspeita séria, o Serviço Secreto retirou o republicano discretamente do Air Force One e o transferiu para outra aeronave.
O episódio ocorreu após a cúpula da OTAN, em oito de julho. Trump chegou a embarcar no avião presidencial diante do público, mas teria deixado a aeronave e sido transportado em um veículo do serviço de bordo até um avião menor. Este segundo voo transportou o presidente e membros do alto escalão, como o secretário de Estado e o secretário do Tesouro, que permaneceram separados de Trump por razões de segurança.
O Air Force One, popularmente associado aos Boeing 747, é tecnicamente o indicativo de chamada para qualquer aeronave da Força Aérea quando o presidente está a bordo. As aeronaves atuais, modelos VC-25A, funcionam como centros de comando, permitindo ao chefe de Estado manter contato com autoridades civis e militares mesmo fora dos Estados Unidos.
Cada aeronave possui cerca de setenta metros de comprimento e uma área interna de aproximadamente trezentos e setenta metros quadrados, distribuídos em três níveis. Além de suíte presidencial e salas de reunião, os aviões contam com duas cozinhas e área médica. As capacidades defensivas, contudo, permanecem sob sigilo, mas incluem proteção contra interferências eletromagnéticas e sistemas de contramedidas.
A necessidade de modernização levou o governo americano a encomendar a nova geração, VC-25B, baseada no Boeing 747-8. Um contrato de cerca de US$ 3,9 bilhões foi firmado com a Boeing em 2018, mas o programa sofreu atrasos e aumentos de custos. O incidente na Turquia demonstrou que a segurança presidencial pode alterar a operação mesmo em aeronaves projetadas para cenários extremos.


